segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma ponte para algum lugar

O Ministro Levy, em artigo no Estadão de hoje, coloca com clareza a necessidade de reformas estruturais visando estabilizar gasto público. E destaca a necessidade de um esforço fiscal maior em 2016, que sirva como ponte para tal ajuste, para que possamos manter o grau de investimento nas duas agências que ainda não nos rebaixaram.
Concordo 100% com o diagnóstico do Ministro Levy. Porém, para que este processo funcione, é preciso:
a. que sejam feitos cortes de gastos de, no mínimo, 20 bilhões no orçamento para o ano que vem;
b. que sejam criadas contribuições temporárias e não novos impostos, por no máximo 3 anos, para recompor o superavit para 0,7% do PIB em 2016;
c. que se apresente proposta de PEC que crie um limite para gasto público, deixando todas as vinculações de receitas & gastos obrigatórios sujeitos ao cumprimento deste limite;
d. que seja apresentada uma proposta de reforma da previdência com apoio do PMDB e PT;
e. que seja anunciado um plano de redução dos subsídios do BNDES;
Feito isto, podemos de fato dizer que estamos caminhando para a sustentabilidade fiscal. Mas o corte de gastos já é um bom começo, desde que de fato ocorra. Quanto às contribuições temporárias, sugiro espalhá-las bem, para não onerar um setor específico da sociedade apenas. Agora, se não tiver esta agenda mais abrangente, a sociedade tem a obrigação de negar qualquer aumento de impostos. É nossa obrigação combater o Estado grande, ineficiente e corrupto. Patriotismo é isto. Será nossa herança aos nossos filhos. Chega. Basta. 
Veja artigo no link abaixo:

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